Parabéns, Freddie!
Publicada por armyofufs | Etiquetas: música | Posted On sábado, 5 de setembro de 2009 at 00:00

Assim, e tendo-se tornado numa das maiores celebridades artísticas da história da humanidade, precursor de toda uma ideologia extravagante, ao longo de duas décadas, com um impacto a nível social de uma abrangência extraordinária e, possivelmente, superior, até, ao de “monstros” dos grandes palcos como eram John Lennon e Elvis Presley, urge-me, como fã, prestar um tributo, ainda que singelo e brejeiro, a este senhor inolvidável.
Depois de ter recebido a educação média na St. Peter Boarding School, e devido a uma revolução iniciada em Zanzibar, Mercury mudou-se com a família para a Inglaterra, em 1964. Aí, veio a bacharelar-se em Design Gráfico e Artístico, na Ealing Art College, o que lhe conferiu habilitações para, mais tarde, projectar o símbolo dos Queen, a par de várias das capas dos discos editados pela banda.
Na faculdade, conheceu o baixista Tim Staffell. Tim tinha uma banda chamada Smile, da qual faziam parte Brian May como guitarrista e Roger Taylor como baterista, e levou Freddie para participar nos ensaios.
Em abril de 1970, Tim deixa o grupo e Freddie substitui-o como vocalista da banda, que passa a denominar-se Queen. Freddie decide mudar o seu nome para Mercury.
No visual de Freddie, há uma mudança peculiar: se, na era Glam, dos anos 70, o cabelo comprido, eyliner preto, unhas pintadas , os maillotes de bailado e sapato de tacão alto eram moda, estes iriam dar lugar a uma postura mais viril: cabedal preto, chapéu de polícia, cabelo curto e, meses mais tarde, bigode, na década de 1980.
Apesar de ser marcadamente um vocalista de uma banda de rock moderna, com tendências para heavy metal, Freddie viria a manifestar a sua versatilidade vocal e uma postura mais sóbria que o habitual, ao fazer um dueto com Montserrat Caballé, a cantora lírica mais famosa da actualidade e, segundo a opinião de muitos, superando-a, no álbum Barcelona.
Freddie Mercury, explorou, igualmente, uma carreira a solo, através dos álbuns Mr. Bad Guy (1984), The Great Pretender (1987), Barcelona (1988 - com Monserrat Caballé) e The Freddie Mercury Album (1992).
Mas, todo o mediatismo, sucesso espontâneo e genialidade artística deste ídolo musical não passariam incólumes. Paralelamente, Freddie viria a envolver-se no indolente mundo promíscuo e das drogas dos anos 80, atitude que lhe viria a custar a vida, no fatídico dia de 24 de Novembro de 1991, aos 45 anos de idade, por ter contraído o vírus da SIDA.
Apesar de lhe poder ser imputada uma certa devassidão, no último aspecto supracitado, é inegável o seu estatuto histórico, como figura cultural, de carácter incontornável, distinto pela sua irreverência, intempestividade, energia, vigor, força, excentricidade, carisma inefável e improvisos vocais em pleno palco, contagiando profusamente os ouvintes diletantes.Sem querer alongar-me em demasia e levar em prejuízo o meu modesto, mas sincero, tributo a este senhor dos palcos, na tentativa malograda de querer verbalizar em panegírico esta entidade excelsa, ponho termo a este texto, remetendo-vos para alguns dos melhores singles da banda encabeçada pelo mesmo, os Queen, e da sua própria autoria.
Parabéns, Freddie!
armyofufs
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